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sábado, 26 de fevereiro de 2011

EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA.

 Diário de Bordo(módulo 4-unidade 4)

            “Pessoas com deficiência ou aquelas que não correspondiam as expectativas sociais, historicamente foram banidas do convivo social, geralmente confinadas em suas casas, em instituições, asilos, ou mesmo em manicômios”. (CAPELLINI; ZANATA; MARANHE.p.92) 
            Ao ler essa colocação instala-se um sentimento de revolta, quanta perversidade foi realizada ao longo de nossa história.
            As autoras vieram levar-nos a reflexão de até onde dizemos que uma escola é inclusiva, ou mais, que a sociedade é inclusiva?
            Nesse aspecto leva-nos a compreender a distorção a respeito da pessoa com deficiência.
            Pode-se contar com algumas mobilizações ainda que por menores na busca de compreensão da situação do sujeito deficiente. A concretização de uma sociedade verdadeiramente inclusiva não se restringe apenas a esfera governamental em si, mas vai bem além, inclusive passando pelas questões da formação do sujeito enquanto cidadão.
            Garantir apenas que esse sujeito tenha acesso à educação de qualidade, implica também a viabilização e o propósito do favorecimento de materiais, adaptações essenciais, enfim, adequações para que haja a real inserção dessa clientela, na plenitude de seus direitos e seus deveres.
            Quando se fala em preconceitos, logo, vemos ligação com os portadores de deficiência, eles que sentem na carne essa crueldade, a começar pela falta de humanidade quando se trata das adaptações, nem todos os lugares têm banheiros pra cadeirante, por exemplo, sem contar os ônibus, lugares públicos onde só há escadas e não rampas. Podemos dizer também, que tal quadro vem sim sofrendo alterações, e pode-se ver algumas medidas relacionadas a isso, pelo menos já foi dado o grito de misericórdia.
Se no geral nos deparamos com situações de preconceito e exclusão desses sujeitos, gera ai outra problemática relacionada com a educação, o que quero dizer com isso? Bem, se temos muitos adultos com deficiência, devo lembrar que esse individuo já foi criança e precisou de escola de alguma forma. É nessa questão que entra a inclusão na escola, que como lemos nesse módulo, a colocação de crianças com deficiência na escola está aumentando gradativamente, e como lidar com tudo isso? Fala-se muito de incluir, que a escola deve ser inclusiva, acolher tudo e todos, que a sociedade precisa ser inclusiva e por ai vai, mas até onde vai essa inclusão? Até onde posso enxergar isso tudo acontecendo de fato? As indagações são muitas, inclusive o que o professor fará se por ventura em sua sala de aula houver um aluno deficiente físico, visual, motor, auditivo enfim. Nesse caso mostra no professor a dificuldade de lidar com isso, afinal de contas até outro dia as APAES é que faziam esse trabalho, mas e eu, tenho formação suficiente para esse trabalho? Tenho jeito, paciência, gosto de lidar com essa clientela? Perguntas essas que faz com que compreendamos melhor a tal da inclusão. O que eu vejo é que nos são impostas essas regras, demandam a criança com deficiência pra escola e devemos incluir. Mas eu sei a fundo sobre a patologia desse aluno? Eu sei dizer se o caso dele só ficara na socialização apenas ou ele poderá avançar e aprender? Fico a imaginar, se muitos alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem e não apresentam patologias mais severas já saem muitas vezes do quarto ano sem saber ler e escrever imagine os de patologias severas. Bem, até ai vão surgindo as dificuldades encontradas para esse trabalho, mas e quando o professor se compromete, busca levar sua sala de aula a realmente ser inclusiva, acolhedora e sem preconceitos, encontra nos alunos uma parceria para todo bom trabalho? Quando isso ocorre e a escola é parceira, tem apoio do governo e consegue buscar informações necessárias para que esse aluno deficiente possa desabrochar no aprendizado, pode até isso tudo parecer utópico e longe da nossa realidade, mas eu volto aqui na questão que venho falando em todos os textos, o comprometimento, vai ser fácil? Não será fácil, porém não impossível, é uma luta que não se luta só, sozinho não vai conseguir nada. Claro que seria mais fácil passar o problema adiante e fingir apenas que se ensina, nesse caso sim estaríamos bem longe da inclusão seriamos omissos a nossa realidade. A inclusão depende de mim, de você, de nós, mas sem máscaras e fingimentos, isso de nada adiantaria. Assim entendo tudo isso como uma luta, batalha que muitas vezes terá vitórias e outras vezes derrotas, mas o que não deve é perder o animo de lutar, e lutar sempre, incansávelmente.


Referência: Henrique, Carmen Maria Lourenço. Diário de Bordo,Educação Especial na perspectiva da Educação inclusiva. módulo 4, unidade 4. EAD, moodle, UNESP. 2011.


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