Quem somos nós

Minha foto
Castilho, SP, Brazil
CARMEN: Educadora de séries iniciais formada em Pedagogia, Pós-Graduada em Psicopedagogia, Estou em busca de conhecimentos que possam valorizar minha profissão. JUCELINA: Educadora de séries iniciais formada em Pedagogia, História, Pós-Graduada em Psicopedagogia, Amo minha minha profissão. MARILDA: Educadora de séries iniciais formada em Pedagogia, Iniciante na faculdade de Letras, Pós-Graduada em Psicopedagogia,

sábado, 26 de março de 2011

REFLEXÕES VIDA INDIGENA


CURSO: CURSO EDUCAÇÃO PARA DIVERSIDADE E CIDADANIA – UNESP-SECAD-UAB
PROF(A). RESPONSÁVEL: ELISANDRA ANDRÉ MARANHE
TUTOR(A): VANESSA LOPES MENEZES
ALUNO(A):Carmen Maria Lourenço Henrique
GRUPO: B
POLO: Mirandópolis


MÓDULO 3 - UNIDADE 3



Reflexões: vida Indígena


A grande problemática encontrada a respeito da vida indígena hoje me faz refletir sobre quão desumano é o tratamento a esses membros que fizeram e fazem parte da história do Brasil, eles que deveriam ser vistos como personagens principais dessa corrida de anos, são violentados tiraram-lhes a sua autonomia, identidade e seu direito até pela terra, que se bem analisarmos grande parte dela são deles.
            A persistência em tornar os índios iguais os nativos leva a pensar que os mesmos não têm vontade e nem pensamento próprio, que são como animais são humanos porem, selvagens. Essa forma de pensamento surgiu desde o inicio da história e vem refletir nos dias atuais.
            A escola jesuítica diferente do que pensava se originou a parir da violência bruta dos índios levando-os ainda a um ensino simbólico, disfarçado por que na realidade não queriam alfabetizar para que eles fossem sujeitos de sua história de sua autonomia e sim submissos, escravizados como fora os negros.
            “È necessário educar um corpo para o trabalho escravo, já que os portugueses vieram para o novo continente não com o intuito de plantar e viver da terra com se diz, mas sim para escravizar e viver desse trabalho escravo”. DOMINGUES, 2009, p.76.
            Instaura nessa ótica a ação do poder sob a população que não dava conta de se defender, o que faziam era atacar fisicamente, a única forma de defesa, daí quem sabe a idéia de que são selvagens. Na verdade só querem o que lhes são de direito.
            Quiseram educá-los e civilizá-los, mas que intenção maior teve? Creio que não foi pela boa vontade, claro que interesses maiores existiram e existem, como por exemplo, a posse de suas terras.

O que se busca é introjetar uma disciplina na mente e no corpo que capacite a pessoa para ser “útil à pátria”. O comportamento da criança deverá ser regulamentado e vigiado, submetido a aquisição de conhecimentos, capacidades, hábitos, valores,modelos culturais e estilo de vida que lhe permitam assumir um papel “produtivo” na sociedade. GÓMEZ,1995 apud DOMINGUES, 2009, p. 78. 

            Hoje a idéia que se estabelece é que os índios para muitos são seres preguiçosos, não querem trabalhar e sim querem ganhar a vida fácil, com ajuda de todos os lados e a lei que em alguns pontos os assegura.   
            Veja como com o passar dos anos a realidade indígena não teve avanços para o bem comum desse povo; tiro pelo próprio sustento que se tornou dificultoso nos dias atuais, com tantas mudanças e avanços, os índios não dão conta nem de plantar adequadamente; como viver da terra? Da natureza? Os Rios estão poluídos as terras foram-lhes aos poucos arrancadas, tudo foi girando em perda da identidade.
            As vertentes que expõem a vida indígena às condições miseráveis vêm dispondo o “acordar” desse povo guerreiro que luta até hoje pelos seus interesses. Apesar de tanto preconceito e inferioridade, hoje vemos índios doutores que estudaram e conquistaram seu espaço mesmo sem vez e nem voz. Isso não quer dizer que a população indígena será extinta ou que será um dia contado como lenda aos filhos das futuras gerações. Há quem pense que só porque tais índios não estão nas aldeias, comendo mandiocas e pintando a cara não são mais índios, ou pior que isso buscando conhecimento e se especializando falando português vai deixar de ser índio. Independentemente se vai ou não se doutor não que dizer que não sabem de suas origens e cultura.
            O índio não está fadado ao extermínio, pelo contrário, a população indígena vem aumentando as estimativas dão provas disso.
            A população geral não tem uma preocupação, um conhecimento maior dos índios e eu me incluímos nessa população afinal a idéia estereotipada que aprendemos nas escolas nos levam a pensar que esses indivíduos são seres selvagens e que vivem apenas de pintar-se, cantar, dançar, plantar e pescar. Foge a idéia de que são pessoas sábias que buscam por um lugar ao sol.
            O preconceito nesse sentido nos é inculcado desde muito tempo e hoje entendemos muitas vezes que os índios são seres longe da nossa realidade, fingindo que eles nem existe e se existem é muito longe de nós. Temos sim é que olhar para o índio como homem da terra e que faz parte da terra, de sua forma diferente, porém, não menos importante do que qualquer outro povo, cultura e costume.



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

DOMINGUES, Sergio Augusto. Sujeito e saberes da educação. Educação a distancia na diversidade. UNESP SECAD – UAB. Vol.3 Bauru, 2009 p.95-97.

DIÁRIO DE BORDO "QUILOMBOLA"

MÓDULO 3 UNIDADE 4: SUJEITOS E SABERES DA EDUCAÇÃO QUILOMBOLA. 
Pelo que consta nessa unidade sobre os saberes dos Quilombolas, essa comunidade não surgiu apenas de um período antigo, lá do tempo da escravatura, e sim fazem parte da vida atual dos dias de hoje, inclusive constituintes do cenário paulista, inclusive nos Vales: Ribeira e Paraíba,litoral sul e norte, enfim, estão por muitos lados do nosso país.
Para conhecer mais sobre essa comunidade, que nos levam a repensar o passado, verificar o presente e formular o futuro, é necessário conhecimento e at´e mesmo contato com essa gente tão lutadora que como os índio, o homen do campo, os jovens e adultos, buscam um espaço no mundo, fogem de preconceitos e se recompõe de tantos sofrimentos já vividos.
De acordo com a idéia de FONSECA, creio eu também que essa comunidade tem muito a nos ensinar é verdadeiramente uma rica troca de aprendizados.
Analisando o passado verifiquei que no Brasil no período colonial, Palmares também acolheu diferentes etnias africanas, que juntou-se com uma boa quantidade de indígenas, homens e mulheres de origem européia que não aceitavam o regime monárquico.Assim houve uma grande revolução desses povos em Palmares que combatiam a sociedade e o regime escravista. Visto que isso fora uma grandiosa atitude deles, porque, lutaram pelos seus ideais, não aceitaram o que lhes impuseram, e isso não só porque não achavam correto aquele regime, mas, porque sofriam na pele os sofrimentos, as desigualdades, eram feridos físicamente e emocionalmente por tamanha violência. Não tinham mais moral e nem dignidade, suas faces eram tomadas por dor, muita dor, quantas injustiças carregavam sob as costas.
Ao fugirem buscavam por lugares de difícil acesso nas matas e que tivesse rios, corrégos que facilitasse o acesso a água par sua sobrevivencia, ali estavam também submetidos a grandes risco de morte, porém valia a pena fugir.
O interessante é que esses quilombolas de hoje reiniciaram o quilombo antigo, partindo das bases culturais deixadas por seus antepassados,e com isso tranpuseram as gerações mais novas seus valore culturais.
Assim o negro continua lutando, taves não mais por liberdade mas por justiça, igualdade de oportunidades na sociedade, por dizer "não" a disciminação e o racismo.Essa sociedade deve obter o reconhecimento na sociedade, inclusive na sociedade paulista que acolhe um bom percentual dessa comunidade. O nosso olhar nesse sentido não pode estar turvo, é preciso enxergar os percalços que invadem nosso mundo, deixando de ser parte dessa sociedade tão injusta que olha apenas entorno de si mesma, enclausurada nonpróprio egoismo e incapaz de ver no outro personagens com direitos  iguais.  

ONDE FICAVA PALMARES.

QUILOMBO DOS PALMARES
  
  
 Os quilombos eram comunidades de negros, que fugindo da condição de escravos, se instalavam em locais de difícil acesso e representaram a principal forma de resistência negra durante a escravidão .
Palmares foi a expressão maior dos quilombos e tornou-se o símbolo de luta e esperança.  As fugas de escravos passaram a ser mais freqüentes em diversas regiões, já que todos queriam chegar a Palmares, que localizava-se no atual estado de Alagoas, numa região de difícil acesso, onde hoje é o município de União dos Palmares.
Veja aqui onde ficava Palmares:
O Quilombo dos Palmares durou cerca de um século, de 1590 até 1694 e, nos seus quase 100 anos de existência,  sempre viveu sob a ameaça de violência, sendo as tentativas de invasão constantes.
Na segunda metade do século XVII, as autoridades locais e os governos, Geral e da capitania de Pernambuco, aumentaram o número de expedições militares contra Palmares. Como não conseguiam pôr fim ao Quilombo, foram obrigados a negociar com os rebeldes.
Houve tentativas de acordo entre o governador da capitania de Pernambuco e o rei de Palmares, então Ganga-Zumba. O governador exigia a pacificação através da baixa de defesas do Quilombo.
O acordo dividiu opiniões entre os quilombolas. Ganga-Zumba admitia a necessidade do acordo, enquanto outro líder negro, Zumbi, defendia a continuidade da resistência negra ao governo dos brancos. O governo, após várias tentativas de aniquilamento do Quilombo, acaba recorrendo ao experiente sertanista das bandeiras, Domingos Jorge Velho, oferecendo-lhe armas, mantimentos e ainda concedendo-lhe o direito a terras e a dinheiro pelo resgate dos escravos aos senhores. Assim, é empreendida a jornada que resultou na Guerra de Palmares, que destrói a fortificação em 1695.
Até hoje, a morte de Zumbi é cercada por uma lenda. O rei de Palmares teria se atirado de um penhasco, juntamente com seus seguidores, proferindo um último grito de liberdade.
Na verdade, Zumbi foi assassinado à traição, no ano de 1695, por um branco de sua confiança, sendo sua cabeça  espetada em um pau e exposta ''no lugar mais público'' do Recife. O governador de Pernambuco na época, Caetano de Melo e Castro, desejava mostrar que o herói negro Zumbi não era imortal como pensavam os aquilombados.
DIÁRIO DE BORDO
UNIDADE 4 - SUJEITOS E SABERES DA EDUCAÇÃO QUILOMBO
PARTICULARMENTE ESSA UNIDADE CONTRIBUIU MUITO PARA DESMISTIFICAR A VIDA DESSA POPULAÇÃO, SENDO QUE ESSE  POVO  SOFREU E SOFRE MUITO COM O PRECONCEITO RACIAL,ETNICO, RELIGIOSO,CULTURAL E ANTROPÓLOGO, TIVERAM PERDAS TERRITÓRIAIS DO SEU HABITAT COM INVASÃO SENDO ELA CLIMÁTICA OU HUMANA, VIVENCIARAM GRANDES CONFLITOS, VENCERAM E PERDERAM BATALHAS...MUITO SANGUE FOI DERRAMADOS.
Segundo o autor do site pesquisado diz que: "Os negros, trazidos para o Brasil como escravos, do século XVI até 1850, destinados à lavoura canavieira, à mineração e à lavoura cafeeira, pertenciam a dois grandes grupos: os sudaneses e os bantos. Os primeiros, geralmente altos e de cultura mais elaborada, foram sobretudo para a Bahia. Os bantos, originários de Angola e Moçambique, predominaram na zona da mata nordestina, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.
Surgiu assim o terceiro grupo importante que participaria da formação da população brasileira: o negro africano. É impossível precisar o número de escravos trazidos durante o período do tráfico negreiro, do século XVI ao XIX, mas admite-se que foram de cinco a seis milhões. O negro africano contribuiu para o desenvolvimento populacional e econômico do Brasil e tornou-se, pela mestiçagem, parte inseparável de seu povo. Os africanos espalharam-se por todo o território brasileiro, em engenhos de açúcar, fazendas de criação, arraiais de mineração, sítios extrativos, plantações de algodão, fazendas de café e áreas urbanas. Sua presença projetou-se em toda a formação humana e cultural do Brasil com técnicas de trabalho, música e danças, práticas religiosas, alimentação e vestimentas"
Hoje por mais que haja ainda discriminações contra os negros estão se destacando, haja vista o Presidente dos Estados Unidos, colocou-os em um patamar elevado, muitos já conseguem se destacar, mas ainda tem muito que lutar para conquistar o seu espaço. Foi muito prazeroso estudar ler sobre os mesmos, ampliou os meus horizontes.

sexta-feira, 25 de março de 2011

ROMUALDO FLÁVIO DROPA
DIREITOS HUMANOS NO BRASIL: A QUESTÃO NEGRA

O negro e o mercado de trabalho no Brasil de hoje

Infelizmente, o passado escravista registrou no inconsciente coletivo a absurda noção da inferioridade do negro, criando-se um preconceito que se manifesta de diferentes formas. E isto atingiu também muitos negros, que se sentem inferiores em relação à sua condição, chegando a abominar a sua própria cor, valorizando a cultura branca como padrão ideal. Por causa das razões históricas, os negros continuam sendo um dos setores mais pobres e sofridos da sociedade brasileira. Deles foi tirada a liberdade, dificultada a conservação de sua cultura e memória e, até hoje, não foi restituída efetivamente a condição da plena cidadania.
Estudos da Fundação SEADE[3] revelam que, em 1996, havia o seguinte quadro de desemprego, só na região metropolitana de São Paulo: homens negros 77% maior que a dos brancos (20%); mulheres negras 20% em relação às brancas (15,6%). A inserção ocupacional das mulheres apresentava diferenças marcantes segundo a cor. Pouco mais de um terço das mulheres negras e 29% das pardas trabalham nos Serviços Domésticos, forma de ocupação de apenas 13% das brancas. No setor serviços estavam ocupadas 43% das negras e 36% das pardas. E na luta por trabalho, hoje, até postos de subemprego tradicionalmente ocupados pelos negros, estão em acirrada disputa pelo crescente número de desempregados. Para sobreviverem muitos afrodescendentes não encontram outro caminho que o arriscado mercado da droga e da contravenção. O país campeão de desigualdades tem grande parte de sua força de trabalho sobrevivendo em condições de subemprego, quando não de desemprego. O negro empregado acaba obtendo rendimentos inferiores aos percebidos pelo branco, sempre sendo relacionado a trabalhos com pouca qualificação. Por causa do preconceito, a mão-de-obra negra é direcionada para trabalhos domésticos e pesados, sendo a sua cor fator determinante, estando acima de sua qualificação e formação.
Ironicamente, mesmo com o preconceito vigente, o Brasil é o país com a segunda maior população negra do mundo. Mesmo com todo este contingente de indivíduos negros, poucos deles têm acesso ao que, a princípio, está disponível à população branca, como mercado de trabalho digno, escolas privadas ou universidades. Segundo o IBGE, em relação à qualidade de vida da população, o Brasil ocupa a 63ª posição no mundo. Considerando-se a população negra, o Brasil fica na 120ª posição mundial, ressaltando com isso a diferença entre os níveis de vida da população branca e da população negra. Uma pesquisa sobre desigualdade racial no Brasil, realizada pela Federação do Órgão para Assistência Social e Educacional - FASE, demonstrou índices que levam à conclusão de que a qualidade de vida da população negra está próxima a dos países mais pobres. As famílias negras ainda são marginalizadas no processo produtivo, sendo assim os seus filhos também são marginalizados. Desta forma, no momento em que a criança deveria estar na escola ela está na rua procurando sobreviver. Segundo dados do UNICEF, de 2000 menores carentes, 1600 são negros[4]. Os negros e mulatos constituem um setor desproporcionalmente alto entre os pobres, uma vez que estes representam 42,5% da população total, mas 62,4% da população pobre. A pirâmide social coloca homens brancos e mulheres brancas no topo e homens negros e mulheres negras na base, estando a mulher negra em situação ainda pior.
O negro e a educação
Quanto à educação, um relatório sobre Direitos Humanos realizado pela Organização dos Estados Americanos revelou que, em 1992 o analfabetismo entre os negros chegava à casa dos 30% e se elevava a 36,4% no Nordeste do Brasil. O relatório concluiu que problema do analfabetismo guarda relação com a falta de acesso da população negra à educação formal e o problema da abstenção escolar das crianças de raça negra é muito freqüente, já que estas são obrigadas a deixar a escola para ajudar no sustento familiar. Neste contexto, a "cor", além da "escolaridade dos pais e a renda familiar" são fatores determinantes do acesso das crianças à escola. Em relação aos avanços nos níveis de escolaridade, 4% dos negros conseguem ingressar na universidade, em comparação com 13% entre os brancos. Um exemplo da margem diferencial de acesso é dado pelas cifras referentes à Universidade de São Paulo, de cujos 50 000 estudantes em 1994, apenas 2% eram negros. A situação repete-se em diferentes universidades do país, mesmo em cidades como Salvador, com maioria populacional afro-brasileira. E quem não tem condições de adquirir uma boa formação escolar vê reduzidas as possibilidades de encontrar trabalho digno no mercado.
 
 

Índios enfrentam preconceito do Estado brasileiro

Panorama sobre a opressão sofrida pelas populações indígenas e o descaso com o qual a questão é tratada pelo Governo. A questão é pensada a partir dos conflitos que ocorridos com o povo Xucuru, em Pernambuco.
Líder do povo Xucuru considera preconceituosa a visão que instituições como a Justiça e a Educação têm dos povos. Maior participação na elaboração de políticas é reivindicada.
Marcos tem 28 anos, mora em Pernambuco e integra a história dos conflitos centenários pela terra no Brasil. Tornou-se líder do povo Xucuru em 2000, dois anos após o assassinato de seu pai, o cacique Xicão - crime que completou 9 anos no dia 20 de maio. Após receber ameaças de morte e sofrer tentativa de homicídio, Marcos afirma: "A Justiça de Pernambuco age contra nosso movimento".

O jovem cacique responde judicialmente pela morte de dois índios que, segundo ele, deram a vida para salvá-lo, no atentado que sofreu. A mãe de Marcos passou por algo semelhante: "Queriam prendê-la pela morte de meu pai. Tempos depois, prenderam um dos mandantes, fazendeiro. Surpreendentemente, suicidou-se na cadeia".

Obstáculos históricos
Xicão inaugurou, na década de 80, processo de mobilização dos Xucuru para retomada de suas terras - na posse de fazendeiros. Viajou pelo estado, conhecendo e agregando outros povos em torno da exigência de seus direitos. Tornou-se referência como liderança indígena. No lugar do pai há sete anos, Marcos considera o preconceito e a criminalização as principais dificuldades de seu povo.

O tratamento dispensado pela Justiça aos povos indígenas, diz Marcos, traduz o descaso que sofrem. "O Ministério Público de Pernambuco não ajuda em nada. As pessoas marcadas para morrer morrem, sem nenhuma investigação". O cacique afirma que as ameaças partem, principalmente, de fazendeiros e políticos (interessados na manutenção da atual distribuição fundiária) e que a polícia não representa entrave à concretização delas.

Na década de 90, durante a retomada de posse numa fazenda, os Xucuru encontraram uma lista com nomes marcados para morrer."Encaminhamos às autoridades e nada fizeram". Constavam da lista o procurador Geraldo Rolim, o cacique Xicão e o índio Chico Quelé, comprometidos com a defesa dos interesses indígenas e assassinados, respectivamente, em 1995, 1998 e 2001.
O principal preconceito contra os índios, opina Marcos, é a não compreensão do funcionamento das sociedades indígenas por parte do Estado brasileiro. "Também não reconhecem alguns povos, pensam no índio como o homem nu, de cabelo liso, pintado, na aldeia. Já houve miscigenação, urbanização, não assimilaram isso".

A visão restrita resulta em políticas equivocadas, como a de educação, cita Marcos. "Apesar da garantia de ensino diferenciado, nem todos os índios têm acesso a ele e são educados sem conhecer a cultura de seu povo".

Mobilização
Este ano ocorreu o 4º Acampamento Terra Livre, que reúne diversos povos indígenas para discutir garantia e defesa de seus direitos. Uma das reivindicações de 2007 é a criação de um Conselho Nacional de Política Indigenista com maior participação indígena. A carta final do encontro considera a atual política indigenista do país centralizadora e formulada sobre diretrizes ultrapassadas.

Marcos opina também que a Funai (Fundação Nacional do Índio, órgão federal responsável por políticas como a demarcação de terras) não colabora com a luta de seu povo e espera postura diferente da nova gestão, iniciada este ano. "Ponto ruim da Funai é a permanência de cargos politicamente indicados, pessoas interessadas em não retomarmos as terras".



http://www.terramar.org.br/oktiva.net/1320/nota/50693

Diário de bordo

A educação Indígena
Por meio da leitura desenvolvida do texto: Sujeitos e Saberes da Educação Indígena, percebe-se que na abordagem os índios do Brasil e sul americanos, não tinham respeito, sendo vistos como indivíduos por seus colonizadores. Os índios eram escravizados, mortos, perseguidos e obrigados a fazerem o que eles queriam, com o discurso de que tinham que "ensinar" os índios a fim de civilizá-los. Portanto, a não aceitação por parte dos nativos, era considerada uma selvageria.
          A educação destinada aos índios por parte dos jesuítas, tinha o objetivo de facilitar a escravidão dos índios, para que os colonizadores e os índios falassem a mesma língua para o desenvolvimento do trabalho escravo.
          A educação indígena prevista na lei, bem como outras formas de proteção aos mesmos busca resgatar as origens e indentidades destes, porém ainda esta meta ainda está longe de ser alcançado, já que os índios continuam sendo marginalizados, injustiçados, e cada vez mais têm seu espaço e cultura invadidos pelos brancos.