CURSO: CURSO EDUCAÇÃO PARA DIVERSIDADE E CIDADANIA – UNESP-SECAD-UAB
PROF(A). RESPONSÁVEL: ELISANDRA ANDRÉ MARANHE
TUTOR(A): VANESSA LOPES MENEZES
ALUNO(A):Carmen Maria Lourenço Henrique
GRUPO: B
POLO: Mirandópolis
MÓDULO 3 - UNIDADE 3
Reflexões: vida Indígena
A grande problemática encontrada a respeito da vida indígena hoje me faz refletir sobre quão desumano é o tratamento a esses membros que fizeram e fazem parte da história do Brasil, eles que deveriam ser vistos como personagens principais dessa corrida de anos, são violentados tiraram-lhes a sua autonomia, identidade e seu direito até pela terra, que se bem analisarmos grande parte dela são deles.
A persistência em tornar os índios iguais os nativos leva a pensar que os mesmos não têm vontade e nem pensamento próprio, que são como animais são humanos porem, selvagens. Essa forma de pensamento surgiu desde o inicio da história e vem refletir nos dias atuais.
A escola jesuítica diferente do que pensava se originou a parir da violência bruta dos índios levando-os ainda a um ensino simbólico, disfarçado por que na realidade não queriam alfabetizar para que eles fossem sujeitos de sua história de sua autonomia e sim submissos, escravizados como fora os negros.
“È necessário educar um corpo para o trabalho escravo, já que os portugueses vieram para o novo continente não com o intuito de plantar e viver da terra com se diz, mas sim para escravizar e viver desse trabalho escravo”. DOMINGUES, 2009, p.76.
Instaura nessa ótica a ação do poder sob a população que não dava conta de se defender, o que faziam era atacar fisicamente, a única forma de defesa, daí quem sabe a idéia de que são selvagens. Na verdade só querem o que lhes são de direito.
Quiseram educá-los e civilizá-los, mas que intenção maior teve? Creio que não foi pela boa vontade, claro que interesses maiores existiram e existem, como por exemplo, a posse de suas terras.
O que se busca é introjetar uma disciplina na mente e no corpo que capacite a pessoa para ser “útil à pátria”. O comportamento da criança deverá ser regulamentado e vigiado, submetido a aquisição de conhecimentos, capacidades, hábitos, valores,modelos culturais e estilo de vida que lhe permitam assumir um papel “produtivo” na sociedade. GÓMEZ,1995 apud DOMINGUES, 2009, p. 78.
Hoje a idéia que se estabelece é que os índios para muitos são seres preguiçosos, não querem trabalhar e sim querem ganhar a vida fácil, com ajuda de todos os lados e a lei que em alguns pontos os assegura.
Veja como com o passar dos anos a realidade indígena não teve avanços para o bem comum desse povo; tiro pelo próprio sustento que se tornou dificultoso nos dias atuais, com tantas mudanças e avanços, os índios não dão conta nem de plantar adequadamente; como viver da terra? Da natureza? Os Rios estão poluídos as terras foram-lhes aos poucos arrancadas, tudo foi girando em perda da identidade.
As vertentes que expõem a vida indígena às condições miseráveis vêm dispondo o “acordar” desse povo guerreiro que luta até hoje pelos seus interesses. Apesar de tanto preconceito e inferioridade, hoje vemos índios doutores que estudaram e conquistaram seu espaço mesmo sem vez e nem voz. Isso não quer dizer que a população indígena será extinta ou que será um dia contado como lenda aos filhos das futuras gerações. Há quem pense que só porque tais índios não estão nas aldeias, comendo mandiocas e pintando a cara não são mais índios, ou pior que isso buscando conhecimento e se especializando falando português vai deixar de ser índio. Independentemente se vai ou não se doutor não que dizer que não sabem de suas origens e cultura.
O índio não está fadado ao extermínio, pelo contrário, a população indígena vem aumentando as estimativas dão provas disso.
A população geral não tem uma preocupação, um conhecimento maior dos índios e eu me incluímos nessa população afinal a idéia estereotipada que aprendemos nas escolas nos levam a pensar que esses indivíduos são seres selvagens e que vivem apenas de pintar-se, cantar, dançar, plantar e pescar. Foge a idéia de que são pessoas sábias que buscam por um lugar ao sol.
O preconceito nesse sentido nos é inculcado desde muito tempo e hoje entendemos muitas vezes que os índios são seres longe da nossa realidade, fingindo que eles nem existe e se existem é muito longe de nós. Temos sim é que olhar para o índio como homem da terra e que faz parte da terra, de sua forma diferente, porém, não menos importante do que qualquer outro povo, cultura e costume.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
DOMINGUES, Sergio Augusto. Sujeito e saberes da educação. Educação a distancia na diversidade. UNESP SECAD – UAB. Vol.3 Bauru, 2009 p.95-97.
Nenhum comentário:
Postar um comentário