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quarta-feira, 9 de março de 2011

Fundamento para Educação na Diversidade

Fundamentos para Educação na Diversidade

De início esse estudo permite-nos refletir sobre diversas questões referentes à diversidade, pluralidade, inclusão. A final vivemos em um ambiente muito diversificado, porém nem sempre as pessoas foram assim. Isso prova em uma história que revela muito bem isso, de um ambiente a mais ou menos sessenta anos atrás, um relato da vida de uma pessoa que foi sempre muito bem instruída pelos pais, professores e o poder da sua igreja que ao educarem estavam preocupados com os valores em relação ao respeito ao semelhante.
            Hoje temos ai uma realidade diferente, o mundo da geração em que vivemos tem acesso muito rápido a informações, suas vidas não se resume apenas no contato com pais, professores e padre. A diversidade hoje em dia é bem maior, as famílias não são mais o menos padrão (Pai, Mãe e Filho) onde pai trabalhava e mãe cuidava de filhos em casa.
            A desigualdade social que sempre existiu, hoje está muito mais vigente, heterogenia, e não mais homogenia e definida quanto antes.
            Partindo da segunda metade do século XX, a evolução e a pluralidade vêm sendo gradativa e acredito que muito rápida. Muitas mudanças nas áreas culturais, religiosas, costumes alimentares, tipo de grupos familiares foram se destacando.
            A educação vista antes como padrão, fixada somente no respeito e bom relacionamento com o próximo, vem hoje perdendo sua força, a final o próximo em que cita a história, nos dias atuais está cada vez mais diferente.
            Há necessidade de estarmos preparados em vários aspectos para a boa convivência na diversidade, um desses aspectos é o respeito à maneira de pensar e ser do outro,
            Pode-se pensar que a diversidade nessa perspectiva vem sendo um desafio, afinal de contas ela é bem diferente da educação de tempos remotos, onde tudo é muito tradicional e igual, e o diferente erra visto como errado, e assim julgado e apontado daí a origem do preconceito de hoje, tão presente ainda.
            A frase filho de peixe, peixinho é, Filho de Humano... , salienta para uma direção de que, se os humanos não nascem prontos, precisam de orientação e educação para viver em sociedade, e cada qual, diferente do peixinho é ensinado e educado de maneira particulares e diferentes, nota-se então que a diversidade principalmente dentro da área da educação vão sendo cada vez mais conflitadas. Há necessidade de valores, que possam estimular as gerações recém-chegadas, pois a particularidade e a individualidade de cada aprendente na vida escolar precisa também ser levadas em conta, educar na diversidade, requer uma atenção redobrada e cuidadosa de conviver com o diferente respeitosamente sem julgamentos, buscando compreender o outro.
            Não basta apenas conviver respeitando ao próximo e ao semelhante, há que se conviver com respeito entre todos, isso é trabalho com a diversidade, como nos afirma nesse modulo a cerca dos valores que inclui-se a diversidade: tolerância, preconceito, identidade, desigualdade, liberdade, inclusão, exclusão cidadania e paz. São temas relevantes, sérios, amplos que não podem jamais serem excluídos sob essa ótica.
            A presença do valor da tolerância precisa dentro do aspecto educacional ser valorizado, porque requer suportar com paciência aquilo que é visto como desagradável defeituoso, injusto. Ou ainda refere-se a admitir e a aceitar alguém as situações que se apresenta distante daquilo que julga-se correto, é mudança de padrões enxergar como verdades absolutas. Visto que a tolerância no sentido liberal devem ser entendidos, como respeito a todos os valores, dando prioridade ao respeito as diferenças culturais !
            O preconceito é um fator que merece atenção por parte dos educadores, diria ainda por todos, afinal de contas ele perpassa por toas as áreas mas tem um percentual maior na área educacional. Tal é esse preconceito, que já vem sendo a longo prazo embutida nas pessoas, ele surge de uma simples convivência informal de pai e filho frente uma situação como vimos nesse módulo por exemplo, onde crianças no semáforo que tentam sobreviver é julgada, por um pai que incute no filho pensamentos estereotipados e preconceituosos, diria até injusto, pois não se olham os fatos na realidade, não se coloca na pele do outro, e fica mais fácil sair criticando sem analisar aquilo que leva aquelas pessoas são más.
            São más, só porque são pobres, não tem carro e nem oportunidades?  
A rejeição das classes econômicas, da cultura diferente nesse sentido passam muitas vezes por vilões, por serem diferentes dos demais.
            Ao longo da história da educação viu-se o modelo tradicional que impunha o aluno em espécie de modelos absolutistas, baseado modelo formado de inteligência, competência e sucesso, elegendo apenas o que se enquadram nesses modelos e excluindo aqueles no qual não se encaixava, esquecendo-se de encontrar no outro formas diferenciadas de competências, isso tudo porque esses eram julgados diferentes dos tais padrões estabelecidos. Pode-se afirmar que hoje em dia muitos alunos são excluídos em suas salas de aula, por que seu professor não consegue enxergá-lo além daquilo que ele próprio julga ser o correto, e não enxergam alem, vêem no seu aluno aquilo que de melhor ele tem, desistem de buscar e encontrar aquela habilidade e aquela competência que este tem. Isso tudo são reflexos de modelo tradicionais da educação e de formas metafísicas que vêem por tempos esquematizando preconceitos.
            Com o caminhar dos tempos, partindo do século XX, essa realidade tradicional abriu-se um pouco mais a aceitação das diversidades humanas, dando vazão positiva a inclusão e derrubando mesmo que minimamente o preconceito; isto porque as classes pobres, as vitimas de preconceitos hoje conseguem ter uma dimensão maior de sua dignidade e de seus direitos. Assim com o inicio do século XXI, foi também lançado um gigantesco desafio, a construção de novos padrões, legitimados em aspectos mais igualitários e democráticos, dando incentivo maior na convivência da diversidade.
            Sendo a escola um ambiente bastante propicio á junção de tantas diferenças, deve-se saber discernir diferenças de desigualdades.
            Em todo decorrer da história humana, houve sempre a consideração de pessoas desiguais, ou seja, um sempre visto como melhor que o outro.
            Mas melhores porque e em que? Uns por seu sobrenome, sua etnia, outros por terem tido oportunidades de estudos sendo com isso considerados sábios, alguns por serem abastados financeiramente, e vários outro motivos que iam excluindo alguns.
            Visto que tudo isso, hoje reflete ainda essas mesmas desigualdades sociais, econômicas e culturais pelo mundo a fora.
As diferenças religiosas, físicas, econômicas e tantas outras não deveriam implicar inferioridade, apenas pelo motivo do outro ser diferente, e muito menos servir de discriminação e exclusão da parte diferenciada dentro de uma sociedade.
            É essencial a mudança de paradigmas, de concepções já formadas que a tempos vem plantando as desigualdades, exclusões e preconceitos.
            Há que aderir ao respeito ao próximo, mesmo que esse próximo seja diferente.
            O posicionamento de liberdade e igualdade na sala de aula, quando se valoriza a liberdade de expressão do aprendente, quando se tem atitudes de justiça, onde todos estão sujeitos aos mesmos direitos e também deveres. Sob a luz dessa perspectiva cabe a reflexão; será que a igualdade tão comentada pelos políticos e discutida em tantos meios, inclusive o educacional, faz-se cumprir perante as leis delegadas, a todos verdadeiramente, ainda mais quando se trata de uma sociedade tão bem conhecida como desigual?
            A noção de cidadania a qual estamos acostumados a ver, fica bem articulada a deveres e direitos de uma pessoas na vida coletiva. Ser cidadãos e viver a cidadania vai muito além disso, requer reivindicações, mobilizações para o bem comum. Há que viver a cidadania além da passividade, é crucial conviver com a cidadania ativa, onde o individuo participa ativamente da vida da cidade, do bairro, escolhe dirigentes, busca saber se tudo está caminhando para o bem comum.
            Dentro do enfoque da educação, cabe estimular o aluno a pensar na coletividade de sua sala de aula e porque não na coletividade da sua escola.
            Enquanto educadores, temos que disponibilizar desde a primeira infância o pleno exercício da cidadania em seu contexto ativo e coletivo real, proporcionando à criança a convivência a partir do respeito as diferenças e as igualdade para todos e que isso não venha a ser visto como utopia e leis que foram sendo aos poucos abafadas e fora de uma realidade vigente.





REFERÊNCIA BLIOGRÁFICA

HENRIQUE, Carmen Maria Lourenço. Fundamentos para Educação na Diversidade. Módulo1, Unidade 1. EAD, Moodle, UNESP. 2010.

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