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Castilho, SP, Brazil
CARMEN: Educadora de séries iniciais formada em Pedagogia, Pós-Graduada em Psicopedagogia, Estou em busca de conhecimentos que possam valorizar minha profissão. JUCELINA: Educadora de séries iniciais formada em Pedagogia, História, Pós-Graduada em Psicopedagogia, Amo minha minha profissão. MARILDA: Educadora de séries iniciais formada em Pedagogia, Iniciante na faculdade de Letras, Pós-Graduada em Psicopedagogia,

sábado, 19 de março de 2011

MÓDULO 3 UNIDADE 3: SUJEITOS E SABERES DA EDUCAÇÃO INDÍGENA


DIÁRIO DE BORDO 







A grande desigualdade encontrada em torno da vida indígena me faz analizar e refletir o quão desumana é o trato com essa população que fizeram e ainda fazem parte da história do Brasil. População esta que deveria ser vista  como agente principal da nossa história, foi-lhes tirado a identidade, a autonomia, o direito de ser índios.
Mesmo com documentos que lhes favorecem algum direito, eles ainda são vitimas do descaso,vistos como selvagens sem calor perante a sociedade.
Esses fortes guerreiros que ao longo do tempo perderam além de sua identidade tembém sua liberdade, lutam agora sem arco e sem flexa por um lugar na sociedade vigente, guerriam por um lugar ao sol, vão as faculdades, formam-se doutores, resgatam aos poucos sua identidade ferida,exigindo o cumprimento de seus direitos.
A idéia de alfabetizar os índios apenas po interesses, sem se preocupar com a dignidade dele é algo que desde sempre causa impacto.Mesmo a FUNAI,  consedia a eles um ensino mecanizado que não atingia suas necessidades reais, há nesse sentido que engajar o ensino com aquilo que lhes farão desenvolver em busca de melhores condições de vida.
O índio precisa ser índio e não deixar de sê-lo para atender a sociedade, ele precisa é adequar-se, mas jamais abandonar seus valores, costumes; sim fazê-lo integrante dessa louca sociedade muitas vezes com propostas de exclusão.
Há que retirar das pessoas a idéia de que índios moram em ocas, comem frutos da terra, vivem da pesca, da caça. Para eles'viver dessa maneira não mais convém, afinal os rios foram poluídos, as matas estão aos poucos sendo devastadas, não tem mais terra, o fato é que eles existem e necessitam de espaço no mundo. São seres humanos como qualquer outro, com direitos e deveres. Buscar por isso é tarefa complicada, mas eles aos poucos vêem conseguindo, apesar de todos os obstáculos que lhes são submetidos.
Saber mais sobre essa população indígena na qual fazemos parte geneticamente, me faz abrir linhas de pensamentos de que eles precisam da nossa contribuição enquanto educadores; se a minha mentalidade quanto a vida indígena for vista sem sombra de preconceitos, fica aos poucos amenizada a indiferença à eles. É lentamente que se instalará nas pessoas esse proceder, o que cabe a mim é valorizar essa população e levar os meus alunos a enxergar o índio como seres fortes de procedencia diferente das nossas, porém, vê-los como integrantes do mesmo mundo que merecem como eu ter o direito à dignidade e ao respeito, se são eles personagens que estão tão fortemente incluídos na história do Brasil, por que então estão tão fortemente excluídos da sociedade?
Se assim pensarmos, logo, não veremos mais casos de adolescentes atiando fogo em índio em praça pública, e a responsabilidade é nossa educadores, fazer acontecer a mudança de pensamentos preconceituosos.


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